Tabuleiro Turismo


NOVIDADE CULTURAL EM MORRO DE SÃO PAULO

Descansar, se divertir, encontrar amigos... seja qual for o objetivo, se o seu destino for Morro de São Paulo, se prepare para celebrar a cultura em uma verdadeira fortaleza.
Isso porque, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (IDES), via Lei Rouanet/ BNDES, com o apoio do Governo da Bahia, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), estão transformando a Fortaleza de Morro de São Paulo em um espaço cultural, com museu, arena, café, anfiteatro e feira de artesanato local.
Com abertura prevista para o próximo mês de março, o espaço está com as suas obras de restauração à todo vapor e, com toda certeza, se tornará mais uma fonte de inspiração e entretenimento para nativos e turistas.
"Desde que iniciamos a gestão do IPAC, tivemos a preocupação de que seríamos responsáveis pelas políticas públicas na recuperação cultural e patrimonial da Bahia. Nessa obra específica, o apoio da prefeitura, IPHAN e IDES foram fundamentais, por se tratarem de braços que ajudam na cooperação técnica e nos permite trazer a presença institucional e expertise técnica. Portanto, construir com o restante da Bahia relações institucionais, adentrar mais no território e conhecer as demandas e estar próximo da população são nossos objetivos", comentou João Carlos de Oliveira, diretor do IPAC, ao assinar o Termo de Cooperação Técnica com a Prefeitura local, a Associação Empresarial de Cairu e o IDES.

Quem vai à Morro também vai
A cerca de 46km de distância de Morro de São Paulo, na cidade de Ituberá, é possível conhecer os 3 mil hectares de reserva de mata atlântica, rios e até uma cachoeira com 61 metros de pancada, a maior da Bahia, preservados pela Michelin.
No espaço aberto para visitação entre as 8 horas até às 17 horas, é possível fazer trilhas em meio à mata, tendo sempre cuidado com a possível aparição de animais selvagens e banhar-se na cachoeira. Lá também tem um pier, sanitários públicos. Para conhecer mais sobre a reserva, clique aqui.
A viagem do Tabuleiro Publicitário à região incluiu também uma visita à Comunidade Quilombola de Jatimane, uma das 50 comunidades quilombolas da região. Lá, é possível conhecer o artesanato da comunidade quilombola local, feito com piaçava, além de experimentar - no Restaurante Quilombolas, de Dona Zenilda do Rosário, a deliciosa tainha defumada servida com pirão de banana da terra.
Entre maio e julho acontecerá também um festival de gastronomia, artesanato e estética, entre restaurantes, artesãos e profissionais de estética afro.

Dica
Além de poder praticar muitos esportes, como mergulho, kite surf, tirolesa; Morro de São Paulo tem se tornado uma grande opção para a realização de festas. Logo, a dica do Tabuleiro mais Publicitário da Bahia é: agende a sua viagem para lá em junho. Além de poder conhecer a nova Fortaleza, você pode se divertir na San Island Weekend. A festa terá DJs internacionais e nacionais, além de um super show com Ivete Sangalo. Para mais informações, clique aqui.

Confira o VT:
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Onde ficar? Portaló Hotel - 75 3552-1374
Onde comer? Restaurante Quilombolas - 73  9809-2680 | Restaurante Manjericão - 75 3652-1784 | Carpaccio e Pizza - 75 3652-1347 | Restaurante Tempero Caseiro - 75 3652-1621


UMBIGO DO MUNDO

No início deste verão, o Tabuleiro fez uma expedição etno-cultural à Ilha de Páscoa. Nossa viagem foi bem cansativa, já que saímos de Salvador, com destino a São Paulo e de lá, partimos rumo a Lima (Peru), depois, Santiago (Chile) e só após 28 horas chegamos à famosa e, por que não, formosa Ilha situada em meio ao Oceano Pacífico e, por isso, conhecida como Umbigo do Mundo.


Logo ao chegar, fomos contagiados pela energia do lugar. E, após recebermos o colar de boas vindas do Explora, o mesmo grupo que nos hospedou ano passado na Patagônia, já nem lembrávamos mais do sobe e desce de avião.
No topo do Vulcão Poike
Lá, conferimos de perto a cultura de um povo que por anos, acreditou serem únicos no planeta e que perdura até os dias atuais. Apesar da chegada do progresso àquelas terras, a magia do lugar e os encantos, são os mesmos desde a chegada dos Rapa Nui, em 500 d.C.
Localizada a 3.700 km a oeste do Chile, a Ilha de Páscoa foi originada das erupções de três vulcões: Poike, Rano Kau e Terevaka e, que juntos às estátuas talhadas nas rochas vulcânicas e espalhadas por toda a extensão da Ilha, formam os grandes atrativos do lugar.
O fogão de pedras
Apesar da semelhança física com os índios brasileiros, como pele morena e cabelos escuros e das suas semelhanças em alguns costumes, como cozinhar em pedras aquecidas com lenha e usar folhas como prato e dançar como os povos da Polinésia, podemos verificar que a pintura nos corpos do Rapa Nui vai além dos rituais e festas indígenas. Eles as mantém gravadas no corpo até a morte, como tatuagens.
Como na Patagônia, o sol na Ilha que possui 5 mil habitantes e recebe 60 mil turistas por ano, se põe a partir das 22 horas. Fazendo com que, o que antes servia como um longo dia para que os pobres esculpissem os Moai nas rochas vulcânicas, hoje sirva como um longo dia para vivermos novas experiências, como propõe o explora.
Sim! O árduo trabalho de esculpir as rochas vulcânicas cabiam aos pobres. Os ricos nada faziam. E, aquelas grandes estátuas dos Moai, que podiam chegar aos 22 metros de altura, ainda eram transportadas por toda a Ilha e levantadas com a ajuda dos ossos dos ricos que morriam e tinham seus corpos secados ao sol.
Vista da Ilha Motu, a partir
do Vulcão Poike
Se isso não bastasse, lá também existiu o homem-pássaro. E, o que antes era uma competição capaz de eleger o líder da tribo, hoje se torna uma grande aventura aos olhos dos turistas que imaginam como era sair do topo do vulcão Poike com destino a Ilha Motu, repleta de tubarões e ficar lá, em busca do ovo de um manutaro, ave rara na região, para só depois, voltar aos sacerdotes, no topo do vulcão, carregando o ovo intacto da ave. Uma forma prática de escolher quem realmente era rico em perseverança, paciência e estratégia, fazendo-se capaz de comandar aquele povo que também mantinha a prática do Rongo Rongo, antigas escrituras impressas em madeiras.
Caixa eletrônico da vila
Hoje, a Ilha possui banco, farmácia e um pequeno comércio, sobretudo de artesanato. Entre as trilhas, encontramos até indícios da preferência pelo café brasileiro e a certeza que somos bem queridos por eles. Barracas na praia, placas de rua únicas em todo o mundo e a preservação de toda a sua história e belezas naturais fazem da Ilha de Páscoa o lugar ideal para você passar suas próximas férias, recarregando as baterias, se inspirando para desafios futuros e refletindo sobre a vida.
Para conhecer mais sobre a Ilha de Páscoa, você pode ver a nossa matéria na revista Yacht (dezembro de 2011) e navegar no site do explora (www.explora.com). Para experimentar novas experiências, pode garantir suas passagens na Lan e, se não souber inglês ou espanhol, pode se arrumar no portunhol, desde que na hora de agradecer, saiba demonstrar que está aprendendo sobre os Rapa Nui. Então, Maururu e até a próxima.


É chegada a hora do tão esperado evento Nordeste: a bola da vez. Começa hoje, 31/03/2011. Então, estivemos antecipadamente, e por muitas vezes, em Imabassaí para podermos escrever um pequeno roteiro para você fazer bonito na Costa dos Coqueiros antes e depois do evento. O veredito? Nós do Tabuleiro queremos voltar aqui sempre! E vamos aproveitar para voltar esta semana, participar do evento e contar tudo depois pra vocês que, seja lá por qual motivo, deixou de vir para este paraíso que a Abap escolheu para iniciar o novo tempo da região Nordeste.


Imbassaí vista do mirante.
O sol nasce, o vento sopra, a maré enche, a água refresca, um coqueiro, dois coqueiros e uma rede. Um lugar indescritível. Difícil de definir. Se seu objetivo é se atualizar sobre o mercado de comunicação no Nordeste e ainda, desestressar, o destino é mais que recomendado. Seja na busca por mais qualidade de vida, aproximação da natureza, descanso, lazer ou trabalho, em Imbassaí você não encontra tempo ruim e lá acaba sendo o lugar que você procura para passeio ou moradia - diversão e muito mais. E é por isso, que aqui, durante o Nordeste: a bola da vez ou em qualquer outro tempo, cabe o clichê: todos os caminhos levam à Imbassaí.
Lá, em torno de uma límpida lagoa, é possível reencontrar emoções. A Terapia do Grito criada por Casriel e que acontece na Pousada Lagoa da Pedra, é capaz de realizar uma descarga emocional através da identificação de emoções como, medo, dor, satisfação, prazer e através da expressão desses sentimentos e não em falar deles. Além de uma terapia, uma forma de comunicação, por quê, não? Ou, de dar um mergulho nas águas salgadas e claras do mar, que ao longo de seus 6 km de extensão, se esconde atrás de dunas de areias brancas e das águas doce e escuras do Rio Imbassai e, por onde pode-se haver uma constante e natural revitalização de suas energias e criatividade.
O lugar está em desenvolvimento, mas preserva a essência de lugarejo interiorano. Com pouco mais de mil habitantes e que busca o progresso através de uma exploração ecologicamente correta em meio à preservação de sua mata atlântica, mangues, cachoeiras, dunas, lagoas, rio, mar, é possível fazer com que a paz do lugar e a paz interior se encontrem, seja na canga estendida na areia da praia, seja com você estendido na rede preguiçosa da varanda dos apartamentos da Pousada Araçás. Até quando Agnelo Pereira, proprietário da pousada, reúne amigos e hóspedes, em clima de confraternização, nas eventuais e íntimas poll parites regadas a muita música eletrônica de qualidade passando pelo fim de tarde e despertar da lua, isso é possível e merecedor de uma nova reserva para uma próxima estadia.
Aqui é o Guaya. Onde o aconchego e a
culinária são marcas registradas
Na pacata e ainda pequena Vila (uma maior será inaugurada em dezembro), há o Guaya. Um lugar aconchegante que nos apresenta o melhor da culinária local. Vale conhecer a pizza de nozes com gorgonzola, a salada de folhas variadas, nozes, gorgonzola e pêra ou filé mignon com penne ao molho de gorgonzola. Para almoçar embaixo do cajueiro, a pedida é o restaurante do Santana.
O único problema de Imbassaí é você querer se perder e não querer ser encontrado. Lá é tudo muito bem sinalizado, com pequenas placas em madeira, encontradas a cada esquina. Portanto, essa desculpa não vai colar. Bom..., agora, enquanto não começa o Nordeste: a bola da vez,  dá licença que eu vou atrás de sombra e água fresca. Dar um mergulho, não fazer mais nada e depois descansar.


O Tabuleiro Publicitário foi a Prado e a Barra do Cahy, descobrir o que os portugueses há muito descobriram e um pouquinho da comunicação e das belezas deste fascinante lugar.

Do rio ao mar é só um passo
Começar este novo especial para o blog citando o velho Caymmi que não cansava de cantar “se você não foi à Bahia, então vá”, é a melhor forma para afirmar e reafirmar as diferenças que rondam esta terra cheia de cantos, encantos e axé e que, assim como Salvador não se traduz apenas no Pelourinho, Farol da Barra e Mercado Modelo o estado não se traduz apenas a Salvador.
Praias paradisíacas
Pensando nisso, o Tabuleiro Publicitário decidiu olhar para o próprio umbigo e, encontrou aqui mesmo na Bahia, o que mais se aproxima da nossa percepção de paraíso na Terra. Fomos ao lugar onde o Brasil foi descoberto, inventado, ou seja lá como você defina em busca de conhecer a comunicação daquele povo que reúne em sua essência as mais diversificadas características étnicas. Alto lá! Não estamos falando de Porto Seguro! E sim, à Barra do Cahy, em Prado. Um lugar onde as belezas naturais esbanjam grandiosidade e italianos, paulistas, capixabas e mineiros se juntam aos índios em busca de paz, tranqüilidade e por que não, futebol?
Outdoor divulga o que a festa tem
Sim! Bem lá aonde as baleias jubartes vão entre os meses de julho e novembro para reprodução da espécie e nos contemplar com um show à parte e os corais, algas, tartarugas e peixes transformam cada mergulho num verdadeiro esplendor, existe mais que um sonho. Existe a oportunidade de aproveitar os jogos mundiais do Brasil, em 2014, para receber uma seleção mundial e aparecer para todo o mundo.
Nova mídia: carrinho de hot dog
Em Prado, você encontra várias praias paradisíacas, uma gastronomia internacionalmente reconhecida associada a um clima interiorano, mas também, apreciador e provedor de eventos de pequeno e grande portes que vão de luau a festas na ilha, um lugar com toda estrutura para comportar grandes festas ou até na praça pública, onde estão acontecendo neste verão shows de Silvano Salles, Mariana Assis, Raghatoni, Flavinho e os Barões, Cheiro de Amor, Estakazero e mais 20 bandas regionais, apresentações culturais, feira de artesanato, entre outros.
O mais interessante é a forma como estas festas são vendidas: é comum ver nos cartazes, outdoors e outros meios de comunicação a informação referente a bebidas compartilhando espaço com as principais atrações do evento.
Shopping abandonado à beira mar
As placas das lojas, das ruas e nos hotéis e restaurantes normalmente são feitas em madeira, também uma forma de divulgar o belo artesanato local, feito deste material, mas nem por isso, não merecedor de muitas cores vivas e cativantes, característica também das casas do centro da cidade e do Beco das Garrafas, onde se concentram os melhores restaurantes do local.
Em Prado, é possível ver anúncio de imobiliária em carrinho de cachorro quente e, bem ao lado, um lugar que vende geladinha, o que em muitos lugares chamamos de geladinho, juju, sacolé, entre outros.
As placas são verdadeiras obras
de arte
O mais encantador é o shopping da praia de Guaratiba. Deserto, abandonado, ainda com vestígios de um Natal que passou faz tempo... bem nos tempos em que a maré avançou fazendo com que desistisse daquele centro comercial à beira mar.
Terra à vista! Lá está o Monte Pascoal! O Parque do Descobrimento! As plantações de eucalipto, as casinhas coloridas, as estradas de barro,  e, se existe mesmo o Paraíso, ele deve ser como é Prado: cheios de belezas naturais, com sotaque atípico, uma forma simples de acolher e glamorosa de se viver. Onde só se vê sombra embaixo das árvores nas noites de lua cheia.
Onde ficar: 
Residencial Pelourinho (www.residencialpelourinho.com.br)
Hotel Villagio Guaratiba (www.praiadeguaratiba.com.br)
Pousada Coral de Fogo (www.coraldefogo.com.br)
Onde comer:
Restaurante Banana da Terra - Beco das Garrafas, Centro. Tel: (73) 3021 1721
Restaurante Jubiabá - Beco das Garrafas, Centro. Tel: (73) 3298 2180 
Restaurante Pelourinho - Praia de Guaratiba. Tel: (73) 3021 0627
Restaurante Hermes - Praia de Cumuruxutiba
Guia turístico - http://www.pradoturismo.com.br/guiapradinho.htm
Mais informações - http://www.pradoturismo.com.br/
http://www.pradobahiabrasil.com.br/


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O Tabuleiro Publicitário foi à Patagônia Chilena. Um lugar encantador, surpreendente e cheio de mistérios para descobrir o que a natureza e as pessoas que moram no fim do mundo têm a nos ensinar sobre comunicação e sobre a vida.

Quando finalmente chegamos ao nosso destino, após uma viagem que durou aproximadamente 26 intermináveis horas, a primeira lição: fomos traídos pelo tempo.
Banca de Revista - Punta Arenas
O sol brilhava como rei, mesmo que o céu parecesse sempre nublado nesta terra de ninguém, afinal, ficamos hospedados no Hotel Salto Chico, do grupo chileno Explora, que fica localizado bem no centro do Parque Nacional Torres del Paine, onde a cidade mais próxima fica a 130km de distância.
Durante três noites e quatro dias tivemos como vizinhos, além dos demais hóspedes e colaboradores do hotel, animais, muito verde, muita neve, gelo e um vento que pode chegar a 119 km/h e atirar você de umas das montanhas abaixo.
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Sim. Sol e neve. Lá, no período chuvoso, a pluviosidade não ultrapassa 85 milímetros. Tem neve por todo o ano. E as quatro estações acontecem num único dia.
Instintivamente, acostumados a prever a hora pela intensidade do sol (o que todos nós fazemos muitas e muitas vezes quando não temos um relógio) nosso estômago roncou. Sentimos a necessidade da primeira refeição no local. Era hora do jantar e tudo, absolutamente tudo, permanecia claro.
Assistimos ao pôr do sol quando o relógio marcava 22 horas. Foi aí que presenciamos mais uma lição da natureza: o vôo de um condor. Um pássaro que chega a medir 3,2 metros e que quando voa alto significa que o tempo será bom.
E quando a noite caiu, sem lua e sem estralas, era anunciada a hora de dormir e se preparar para um mundo de aventuras que estava apenas começando.
Patagônia Chilena
Logo pela manhã, descansados da viagem, percebemos um clima acolhedor. Sim. De hóspedes passamos a nos sentir parte da família Explora de tão cordial e próximo que era o carinho da camareira à gerência do hotel.
Um atendimento formidável por parte de um prestador de serviço. Uma lição para muitas empresas dos mais diversos segmentos.
Tentamos até encontrar um defeito. Uma coisinha que nos fizesse fazer uma crítica (outro instinto ou mania que nós seres humanos temos em ver defeito em tudo) e, tirando o susto que levamos quando, durante o café da manhã uma raposa vermelha se aproximou da janela do restaurante do hotel para nos dar as boas vindas, nada. Tudo absolutamente perfeito.
Dentre todas as caminhadas, trilhas e sobe e desce de montanhas, a única coisa que nos assustou foi o frio. Muito frio para quem está acostumado ao calor da Bahia. E as surpresas que ainda estavam por vir... O medo de dar de cara com um puma era um deles. Graças a Deus isso não ocorreu.
Sim! Isso tudo aí é gelo
Descobrimos a preocupação dos guanacos em delimitar onde fazer suas necessidades. Sim. Esses animais, muito comuns na região, demarcam um lugar... uma espécie de banheiro, enquanto nós, seres humanos levamos nossos cachorros para sujarem os passeios, enquanto outros tantos precisam de lei e punição para eles próprios não sujarem as ruas.
Uma espécie de pássaro amedrontado com a nossa presença insinuou um ataque com o objetivo de defender sua cria do maior entre os predadores da natureza: o homem.
Nada impressiona mais que os grandes lagos. Na verdade, um grito de pedido de socorro da mãe natureza pelo que estamos fazendo com o planeta. Uma das maiores cidades de gelo do mundo (Glaciar Grey) vem diminuindo 2km a cada dez anos. Parece pouco para quem não vê a grandiosidade dos lagos da região provenientes do derretimento de todo esse gelo e para quem não pensa, onde, brevemente, tanta água vai parar.
O vento parece mais forte quando chegamos às pinturas rupestres. O desgaste físico também foi grande mas, como tudo nesta terra onde o vento faz a curva, valeu muito à pena.
O frio por várias vezes nos tirava a vontade de falar. O bater do queixo por outras fazia com que a nossa voz saísse trêmula, mas a natureza parecia esquecer o mal que nós homens fazemos contra ela há anos e nos agraciava com muita energia para prosseguir a viagem.
Sentimos a experiência de um mundo simples e cheio de lições a nos dar como seres humanos e como parte dessa natureza que, na maioria das vezes, vemos apenas como um tabuleiro inesgotável de recursos.
Cartaz Cadastro de
Empreendimentos Criativos
No dia de fazer o caminho de volta, fomos mais cedo à Punta Arenas. Tínhamos saudades de ver casas, lojas, supermercados, farmácias e shoppings. Nossa idéia era de fotografar algumas placas , cartazes e outdoor. Com o tempo curtíssimo (nosso vôo de volta à Santiago não tardava) e o frio… pra esse nem encontro mais palavras que possam defini-lo. Mas, foi graças a ele e ao cheiro que vinha de uma lojinha que resolvemos tomar um chocolate quente.  Descobrimos depois que não fomos atraídos pelo cheiro do chocolate mas, pela vontade de fazer tudo o que queríamos fazer. Dalí mesmo poderíamos ver o centro da cidade, uma feirinha de artesanato, um telefone público. Sim! Algumas placas e até um outdoor, mas o que nos encantou mesmo foi o lugar decorado com anúncios de época. E, na saída de lá... o cartaz de um cadastro de empreendimentos criativos.
Voltamos renovados, mas loucos por um rádio, uma tv...
Onde ficar: Explora - www.explora.com  
Sector Salto Chico s/n Torres del Paine Magallanes, Chile.  
Tel: +56 2 395 2581